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28/12/2020
Prevenção

Veja o que diz o plano nacional de vacinação contra a Covid

O Ministério da Saúde anunciou, no último dia 12 de dezembro, um plano de imunização contra a Covid-19, ao qual fez algumas inclusões durante a cerimônia de apresentação do documento nessa quarta-feira, 16. O plano não traz datas e deixa pontos abertos, a exemplo das redes de frio para armazenar as vacinas, especialmente as que exigem temperaturas muito baixas. Contudo, ao menos mostra que a pasta e o governo federal parecem estar sintonizados com os governos estaduais em torno da ideia de não haver outra estratégia para combater a pandemia senão a vacinação. Confira os destaques: Quem será vacinado prioritariamente?O plano nacional de operalização da vacinação contra a COVID-19 do Ministério da Saúde publicado em 16/12/2020 optou pela seguinte ordem de priorização; - Trabalhadores da área da saúde; - Pessoas com mais de 75 anos; - Pessoas a partir de 60 anos institucionalizadas; - Comunidades ribeirinhas e quilombolas; - População indígena de áreas demarcadas; - Outros grupos que virão a seguir  incluem: populações em situação de rua, pessoas com doenças graves, trabalhadores da área de educação, trabalhadores do transporte coletivo,  Trabalhadores do transporte rodoviário de cargas,  Indivíduos privados de liberdade, Funcionários do sistema prisional e Profissionais das forças de segurança e salvamento. Quando começará a vacinação?O plano não define a data do início da campanha, mas diz que os grupos com prioridade serão imunizados ainda no primeiro semestre de 2021 durante quatro meses, em três fases, e os demais brasileiros, em 12 meses. O tempo total estimado pelo governo para imunizar nossa população contra a Covid é, portanto, de 16 meses. No entanto, um dia após a apresentação oficial do plano, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, cogitou que o Brasil pode começar a vacinar os grupos de maior risco em janeiro. Com que imunizantes a população será vacinada?O Ministério da Saúde diz estar negociando com diferentes empresas que têm vacinas em estudos de fase 3 para que possa oferecer a maior quantidade possível de doses à população brasileira. Além de mencionar a parceria com o AstraZeneca/Oxford, que prevê a transferência de tecnologia para a Fiocruz fabricar o produto no Brasil, e a adesão ao consórcio Covax, organizado pela Organização Mundial da Saúde (link para matéria de vacinas), que facilitará o acesso a nove imunizantes em desenvolvimento, o documento cita as seguintes possibilidades de acordo:- Pfizer/BioNTech (EUA/Alemanha)- Moderna (EUA)- Sinovac/Instituto Butantan (China)- Instituto Gamaleya (Rússia)- Janssen (Bélgica)- Bharat Biotech (Índia) Apesar de se mostrar aberto a todas essas frentes, o ministro da Saúde afirmou, em entrevista coletiva, que as vacinas fabricadas no Brasil, pelo Butantan, pela Fiocruz ou por qualquer outra empresa, terão prioridade no Sistema Único de Saúde. Como as vacinas serão distribuídas para os Estados?A logística ficará a cargo de empresa terceirizada, conforme detalha o plano. Há um complexo central ao lado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), com sede também em Brasília, Rio de Janeiro e Recife. As vacinas seguirão por rodovia em caminhões refrigerados para Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e outros Estados que fiquem a 1.400 km desses complexos. Para o Nordeste, o transporte será feito por avião até Recife, que coordenará a distribuição aos Estados vizinhos por rodovia. Já para o Norte, companhias aéreas tradicionais e aviões cargueiros particulares se encarregarão da distribuição.  Próximo passo: conscientizaçãoO governo prevê uma campanha de comunicação para transmitir à população inicialmente a segurança das vacinas que vier a oferecer. Assim que a imunização começar, a iniciativa vai prosseguir para conclamar os grupos prioritários a se vacinarem. Em paralelo, o Supremo Tribunal Federal resolveu sobre a constitucionalidade da vacinação obrigatória e que os estados e municípios tem o direito de adotar essa medida.

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28/12/2020
Prevenção

Não abra as portas para a Covid-19 neste fim de ano

Se você pretende reunir a família e amigos para celebrar o Natal e ano-novo neste período de pandemia, os especialistas avisam que não há medidas que impeçam totalmente a transmissão da Covid-19, por mais que os convidados adotem os cuidados recomendados. Afinal, não dá para comer e beber usando máscara e a manutenção do distanciamento social num só ambiente pode ser bastante desafiante. As pessoas circulam e acabam se aglomerando sem que percebam. As entidades médicas, incluindo a Organização Mundial de Saúde, o Centro de Controle de Doenças dos EUA e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Brasil, defendem que a forma mais segura de passar as festas neste inusitado 2020 é comemorar apenas entre os que residem na mesma casa – inclusive sem viajar. A mistura de indivíduos que vivem em outras residências, cada qual com sua história de últimos contatos, pode resultar na transmissão do coronavírus para um ou, pior, para vários dos presentes.  Parece exagero? Vamos às estatísticas. O Brasil está com uma taxa de transmissão do coronavírus de 1,13 (calculada em 15/12/20) , o que significa que cem pessoas podem disseminar o agente para outras 113, segundo o Imperial College de Londres, no Reino Unido. De cada cem pessoas que pegam a Covid-19, 80 apresentam a forma leve da infecção ou nem manifestam sintomas, mas 15 são internadas e cinco vão para a unidade de terapia intensiva, especialmente idosos e pessoas com comorbidades (doenças cardíacas, doenças autoimunes, diabetes, câncer e outras).  O fato é que, direta ou indiretamente, uma festa de fim de ano tradicional, com a mistura de diferentes gerações, pode culminar, em algumas semanas, na hospitalização de algumas pessoas que nos são caras e na necessidade de uso de medidas invasivas para manter a capacidade respiratória de outras. Será que vale a pena colocar os mais vulneráveis da família ou do círculo de amigos em risco? Pense nisso. Se você não abre mão de comemorar, busque alternativas. Use a tecnologia para fazer um amigo-secreto virtual e dê um jeito de enviar os presentes depois, por exemplo. Há quem aposte em compartilhar preparações da ceia com os parentes para que todos possam cear em segurança, na mesma hora, cada um em sua casa, também com uma videoconferência. Enfim, é possível pôr a criatividade para funcionar e promover uma festa diferente e segura nestes tempos de restrição de contatos. Mas tem (muita) gente que insiste em correr o risco Para quem, apesar de tudo, ainda pretende reunir as pessoas para confraternizar, os especialistas recomendam, além de uso de máscara, distanciamento e mãos higienizadas, cuidados com a escolha do local da reunião, com o número de convidados, com a duração da festa e com a forma de cear, entre vários outros detalhes. É importante ter em mente que indivíduos com qualquer sintoma de Covid-19 (coriza, tosse, diarreia, ausência de paladar ou cheiro, febre, falta de ar e outros), mesmo sem confirmação da infecção, não devem participar de nenhuma reunião, mas se manter isolados, inclusive das pessoas com quem convivem. Quem espera resultado do teste de PCR para Covid-19 também precisa permanecer em quarentena, assim como aqueles que tiveram contato com alguém contaminado nos 14 dias anteriores. Por fim, quem reside com idosos e pessoas com maior risco de complicações e morte pela doença deve ter a empatia de passar Natal e ano-novo em casa e de não receber convidados.  A seguir, relacionamos um resumo de orientações que ajudam a mitigar os riscos, os quais, vale reforçar, não podem ser eliminados totalmente numa confraternização, ainda que pequena. Confraternização com responsabilidade - Se você for o anfitrião, convide o menor número de pessoas possível, de preferência provenientes de um menor número de casas. É melhor ter seis convidados de duas residências diferentes do que quatro que vivem cada qual em um local distinto. - Faça adaptações em seu ambiente para que os convidados que não convivem possam ficar a uma distância segura entre si, de dois metros.  - Reserve cantos separados para cada grupo que vem de um mesmo local, orientando essas pessoas para que se sentem e comam juntas. - Procure montar a confraternização ao ar livre ou em espaços bem ventilados, com portas e janelas abertas. Uma boa dica é posicionar ventiladores nas janelas, uma vez que puxam o ar interno e o jogam para fora. Só não ligue o ar-condicionado.  - Use máscara durante todo o tempo em que não estiver comendo ou bebendo e tenha consigo mais de uma unidade para troca, pois, após algum tempo, o tecido fica molhado e compromete a barreira de proteção. - Higiene suas mãos a todo momento. Tenha seu próprio álcool em gel ou lave as mãos com frequência, usando papel-toalha para enxugá-las. - Ao chegar à confraternização ou ao receber os convidados, não os cumprimente com beijos, abraços e apertos de mão. A pandemia não permite contato físico. - Mantenha música e tevê em volume bem discreto para que os convidados não tenham que falar muito alto ou gritar. Quando estiverem comendo, principalmente, isso aumenta a emissão de saliva e aerossóis no ambiente. - Como anfitrião, oriente que cada núcleo ou convidado-solo leve sua própria comida e bebida para reduzir os riscos. Se pretende compartilhar um ou mais pratos, por exemplo, uma sobremesa ou uma salada, lave muito bem as mãos e use máscara na hora de prepará-los. - Sirva as bebidas em embalagens individuais a fim de evitar que várias mãos toquem na mesma garrafa e coloque-as em baldes de gelo para que os convidados se sirvam sozinhos. É conveniente restringir ou mesmo não oferecer bebidas alcoólicas, pois, após alguns drinques, as pessoas tendem a baixar a guarda. Ademais, isso pode prolongar a confraternização, tornando-a ainda mais arriscada. - Ofereça temperos e condimentos também embalados individualmente, como sachês de sal e pimenta ou de molhos para salada. - Na hora de comer, nada de colocar todos à mesa ou de formar fila para que os convidados possam se servir das preparações. Uma pessoa pode ser escalada para montar os pratos (sempre de máscara), de modo a minimizar os toques nos talheres de servir, pegadores e travessas.  - Se os convidados não puderem cear no local onde estão sentados, faça um revezamento à mesa, colocando um grupo de cada vez – sendo cada um deles de pessoas que já convivem. É importante que cada leva de comensais não passe muito tempo à mesa, sem máscara. - Como anfitrião, intensifique a limpeza durante a festa. Mantenha papel-toalha no banheiro e sabonete líquido, além de frascos de álcool em gel espalhados por todo o ambiente. Limpe a toda hora maçanetas, chaves, porta da geladeira, interfone e superfícies em que as pessoas colocam as mãos frequentemente. Não é hora de relaxar. - Não reúna o grupo para fotos, mesmo que todos estejam usando máscara, e não aproxime as pessoas para um brinde. Isso pode ser feito a distância, com cada convidado levantando seu copo sem sair do lugar. Para outros detalhes, acesse também a cartilha que a Fiocruz criou para conscientizar a população: https://portal.fiocruz.br/coronavirus/material-para-download

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28/12/2020
Prevenção

Conheça as principais vacinas contra a Covid-19

Em 8/12/2020 , o Reino Unido começou a imunizar seus primeiros cidadãos com a vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech, que também obteve o sinal verde do Food and Drug Administration e do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) americano para uso emergencial nos Estados Unidos em 20/12/2020. Podemos acreditar que o mundo, finalmente, assiste ao início da batalha contra a pandemia que já infectou mais de 79 milhões de pessoas e fez mais de 1,7 milhão de vítimas no mundo todo, segundo dados da Johns Hopkins University. A Rússia, desde o início de dezembro, já vem aplicando a vacina Sputnik V, de desenvolvimento local, em professores, profissionais da saúde e assistentes sociais e em 30/11/20 já iniciou na população geral. Na China, por usa vez, a CoronaVac igualmente encontra-se em uso em funcionários do governo, profissionais de saúde e equipes que trabalham nas fronteiras daquele país, juntamente com outros dois tipos de imunizante igualmente produzidos por laboratórios chineses. O fato é que, em uma corrida pela imunização sem precedentes, que envolve mais de 200 imunizantes, quase um quarto já em estudos clínicos, essas vacinas estão saindo na frente. Juntamente com outras promissoras candidatas, saiba como elas pretendem tornar as pessoas imunes ao que já pode ser considerado o mal do presente século. Pfizer/BioNTech Origem: Estados Unidos/Alemanha.Eficácia: 95%, segundo resultados preliminares da fase 3 dos estudos clínicos, publicados no periódico científico no The New England Journal of Medicine.Doses necessárias: duas.Utilização atual: pelo Reino Unido, pelos Estados Unidos,  Canadá, Arabia Saudita, Israel, Suiça, Chile, Costa Rica, Mexico,Kwait, Servia, Hungria, Catar .Brasil: assinou carta de intenção para a compra de 70 milhões de doses.Logística: pode ser complicada em países tropicais devido à necessidade de armazenamento a 70o C negativos.Mecanismo de proteção: trata-se de uma vacina gênica, ou de RNA mensageiro, como você pode ler por aí, que carrega as instruções para que nosso próprio corpo produza a proteína Spike do coronavírus. O imunizante carrega uma sequência de RNA do agente, totalmente sintética e, portanto, incapaz de causar doença, envolta em uma capinha de gordura, que é absorvida pelo organismo. A partir de então, nossas células fabricam a proteína e a expõem em sua superfície ou a liberam na circulação, o que basta para o sistema imunológico armar toda a estratégia de defesa sempre que estiver diante do SARV-CoV-2 propriamente dito.  Moderna/National Institutes of Health Origem: Estados Unidos.Eficácia: 94,1%, segundo resultados preliminares dos estudos clínicos de fase 3 anunciados pela empresa.Doses necessárias: duas.Utilização atual: aprovada em regime emergencial nos  Estados Unidos.Brasil: pode obter o imunizante por intermédio do consórcio Covax Facility, coordenado pela Organização Mundial de Saúde, ao qual o Ministério da Saúde aderiu para ter acesso a nove vacinas em desenvolvimento. Contudo, nosso país optou pela cobertura mínima ao ingressar no consórcio, ou seja, por doses para imunizar apenas 10% da população brasileira – poderia ser até 50%.Logística: ainda um tanto complexa para países tropicais, já que precisa ser armazenada a 20o C negativos.Mecanismo de proteção: também configura uma vacina de RNA mensageiro, que ensina o organismo a fabricar a proteína Spike do SARS-CoV-2 sem introduzir nenhuma estrutura viral dentro do ser humano, a partir da qual o sistema imunológico consegue elaborar uma resposta diante da ameaça real. Sputnik V Origem: Rússia/Instituto Gamaleya.Eficácia: 91,4%, segundo dados divulgados pelo Gamaleya baseados em estudos clínicos de fase 3, ainda não publicados.Doses necessárias: duas.Utilização atual: pela Rússia e, em breve, pela Argentina.Brasil: o governo federal não faz menção a essa vacina em seu plano de imunização, mas afirma, no documento, que está em prospecção de quaisquer imunizantes em fase 3. Contudo, tanto Paraná quanto Bahia têm acordo com a Rússia para futuros estudos clínicos em seus respectivos Estados e, conforme os resultados, posterior aquisição de doses.Logística: mais simples para países que próximos à Linha do Equador, uma que vez que a forma seca do produto pode ser armazenada entre 2o e 8o C, temperatura de um refrigerador comum.Mecanismo de proteção: é uma vacina de vetor viral, que usa a carcaça de dois tipos de adenovírus inativados, causadores de resfriados em humanos, recheada com a proteína Spike, que, por sua vez, estimula nosso sistema imunológico a produzir defesas contra o agente, como anticorpos e células T. AstraZeneca/Universidade de Oxford Origem: Inglaterra.Eficácia: média de 70,4%, chegando a 90% em pessoas que tomaram a dose menor, de acordo com resultados preliminares dos estudos de fase 3.Doses necessárias: uma primeira reduzida mais uma completa (uma dose e meia).Utilização atual: ainda em processo de aprovação. Brasil: foi a maior aposta do governo brasileiro até agora, que negociou a transferência de tecnologia para que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) produza a vacina em território nacional. No primeiro semestre, estima-se a fabricação de 100,4 milhões de doses com a matéria-prima importada e, no segundo, de 30 milhões de doses por mês, segundo o plano de imunização do Ministério da Saúde, já com o princípio ativo do imunizante também produzido aqui. Logística: facilitada, visto que o produto pode ser armazenado entre 2o e 8o C.Mecanismo de proteção: trata-se igualmente de um imunizante de vetor viral, com a diferença de que a carcaça é composta de um adenovírus de chimpanzés. Inativado, esse vírus recebe a proteína Spike do SARS-CoV-2 e, uma vez injetado em nosso organismo como vacina, desencadeia uma resposta imunológica específica para combater o agente. CoronaVac Origem: China/Sinovac.Eficácia: ainda sem resultados preliminares.Doses necessárias: duas.Utilização atual: pela China.Brasil: embora o plano de imunização do governo federal não se refira a esse imunizante, o governo de São Paulo fechou um acordo com a empresa chinesa, que inclui transferência de tecnologia para a produção da CoronaVac no Instituto Butantan, o qual, aliás, já começou a fabricação. Pela negociação, São Paulo contará com 46 milhões de doses, 40 milhões produzidas por aqui e as restantes importadas. Confiante de que a vacina será eficaz, o Estado ainda não apresentou à Anvisa o ensaio completo dos estudos de fase 3 que realizou com voluntários brasileiros, em paralelo, pedirá também o registro à agência reguladora chinesa, a NMPA. Depois da aprovação desta, a Anvisa terá 72 horas para dar seu aval, conforme determina a legislação brasileira. Apesar disso, o governo paulista já estabeleceu até data para começar a imunização – dia 25 de janeiro, não por acaso o aniversário da capital do Estado.Logística: descomplicada, visto que o produto pode ser armazenado entre 2o e 8o C.Mecanismo de proteção: a CoronaVac consiste em uma vacina de vírus inativado, um tipo bem clássico, já usado em outros imunizantes com sucesso, e possivelmente por isso o governo paulista esteja apostando alto no produto. No laboratório, o SARS-CoV-2 passa por calor e processos químicos e perde totalmente seu potencial de causar doença. Quando injetado como vacina, no entanto, ainda consegue acionar o sistema imunológico, criando nele uma memória para que possa dar conta de defender nosso organismo quando tiver contato com o vírus vivo.  O que vem por aí De fato, a chegada efetiva de imunizantes para conter a pandemia pouco menos de um ano depois de ela ter surgido representa uma notícia e tanto, sobretudo após meses de incertezas. Espera-se que, no ano que vem, outras potenciais candidatas a vacina possam ser também estudadas e liberadas para aplicação. Mas os números de casos e vítimas não deixam dúvidas sobre a postura que devemos adotar mesmo com essa perspectiva: não podemos nos descuidar das medidas de proteção individual – usar máscara, higienizar sempre as mãos e manter distanciamento social. Até porque os poucos países que já começaram a imunização estão privilegiando, por enquanto, as populações mais expostas e as de maior risco para a Covid-19. Não há vacina para todos e existe todo um planeta para ser vacinado ainda. A vida vai demorar a ser o que era, ao que parece, ou talvez nunca mais seja como antes, mesmo porque aprendemos a viver de forma diferente nesse período. Contudo, estamos terminando 2020 com algum horizonte. 

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