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09/11/2020
Novembro Azul

O que esperar do tratamento do câncer de próstata?

Ao receber o diagnóstico de câncer de próstata, milhares de questionamentos assolam a cabeça dos pacientes, os quais vão das dúvidas quanto à sobrevida, passando pela insegurança em relação a procedimentos invasivos, até o receio de sequelas pós-tratamento.  A comparação com os tumores que incidem sobre o sexo feminino, em especial o de mama, é inevitável. Também no caso da doença prostática, quanto mais cedo for o diagnóstico, menos extensas serão as intervenções. Há homens, inclusive, que nem são candidatos a terapias, mas se enquadram na chamada vigilância ativa, um acompanhamento bem próximo, que envolve apenas exames e avaliações clínicas periódicas. De qualquer modo, quando não dá para abrir mão de combater o tumor imediatamente, diversas possibilidades terapêuticas podem ser consideradas, sempre de modo individual, o que inclui cirurgia, radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia, cada qual com diferentes modalidades.  A escolha da melhor abordagem varia conforme o estágio do tumor (veja tabela), a idade e as condições de saúde do paciente, por exemplo, se ele tem outras doenças, as chances de cura e, claro, as expectativas em relação aos efeitos adversos de cada terapia. Até porque todas as opções podem causar algum impacto no trato urinário e na vida sexual do homem. Apesar disso, sempre vale assinalar que, nesse contexto, a terapia de reabilitação progrediu bastante nos últimos anos e, se não pode restabelecer as funções temporariamente prejudicadas na íntegra, chega muito perto disso. Os tratamentos  Também chamada de prostatectomia radical, a cirurgia está indicada para cânceres localizados, restritos à glândula. Pode ser feita de modo convencional ou por videolaparoscopia, com mínimas incisões pélvicas, ou, ainda, por via robótica, neste caso permitindo maior precisão, melhor visualização do local da intervenção e menos sangramento no período pós-operatório. Outra possibilidade é a remoção cirúrgica da próstata via uretra, específica para pacientes que estão com sintomas urinários muito intensos, a fim de aliviá-los, mas com a desvantagem de não remover todo o câncer.  Ainda dentro do campo dos procedimentos, vale destacar a termoablação, um tipo de ultrassom de alta intensidade que promove o aquecimento e a destruição das células malignas da glândula. Com a ajuda de exames de imagem, a tecnologia consegue focar apenas as células doentes e manter intactas as sadias, reduzindo, assim, os efeitos colaterais. Já a radioterapia, igualmente indicada para tumores confinados à próstata, pode ser efetuada de forma externa ou interna. A primeira, tradicional, corresponde à emissão de doses de radiação ionizante sobre o local afetado. Hoje as técnicas melhoraram muito, com menor prejuízo das áreas vizinhas. A interna, por sua vez, consiste na colocação de sementes radioativas milimétricas no interior da glândula, as quais fazem o mesmo papel da técnica externa, porém com efeitos reduzidos. Contudo, a braquiterapia, como é chamada, só serve para lesões menores. Testosterona em foco Para cânceres de maior agressividade, quando o tumor migrou para regiões e linfonodos próximos ou, então, para outros órgãos e ossos, a hormonioterapia costuma ser a primeira opção ou, então, entrar no esquema terapêutico como adjuvante, ou seja, depois da cirurgia – quando esta puder ser realizada – ou antes ou após a radioterapia.  Em quaisquer dos casos, o tratamento visa a tirar de cena a testosterona, hormônio masculino que estimula o crescimento do câncer de próstata. Isso pode ser obtido com uma cirurgia para remoção do tecido central dos testículos, nos quais a testosterona é produzida, ou com injeções de medicamentos que reduzem a produção hormonal. Em geral, os pacientes costumam preferir as injeções, cujos efeitos, especialmente sobre a libido e a saúde óssea, são temporários. Essa estratégia, contudo, não elimina toda a testosterona do organismo, já que as glândulas adrenais, que ficam sobre os rins, também sintetizam andrógenos. Assim, podem ainda ser necessários antiandrogênicos, fármacos que impedem o organismo de usar o que eventualmente haja de hormônio masculino no corpo. Nos últimos anos, novas drogas foram desenvolvidas com essa finalidade, uma vez que existem casos de cânceres resistentes ao bloqueio de testosterona tradicional. Há, por exemplo, medicamentos que impedem a ligação da testosterona com o receptor do andrógeno dentro da célula maligna.  Em geral, só se recorre à quimioterapia no câncer de próstata quando a resposta às opções anteriores não foi satisfatória. Apesar disso, existem estudos que demonstram que, em homens com pior prognóstico, os agentes quimioterápicos, usados em conjunto com a hormonioterapia, conferem ao paciente um ganho adicional em sobrevida e também em qualidade de vida, à medida que reduzem o tamanho do tumor e os sintomas. Embora todo mundo queira ser curado, a busca desse equilíbrio entre benefícios versus efeitos do tratamento não pode ser perdida de vista. Por isso, converse abertamente com seu oncologista.   Estágios do câncer de próstata A análise dos fragmentos coletados na biópsia faz o diagnóstico de câncer e ainda revela o tipo de célula envolvida, bem como a gravidade e a extensão da doença. Com esses dados, além de outros exames de imagem para a pesquisa de lesões em outros órgãos e de testes que informam as características biológicas do tumor, o médico determina seu estágio: Estágio I Lesão encontrada ao acaso ou por conta do aumento dos níveis do antígeno prostático específico (PSA); restrita à glândula Estágio II (A ou B) Nódulo em um só lado (IIA) ou em ambos os lados (IIB) da glândula, mas ainda confinado à próstata  Estágio III (A, B ou C) Nódulo que envolve próstata mais vesícula seminal (IIIA), reto (IIIB) ou bexiga (IIIC) Estágio IV (A ou B) Lesão disseminada para linfonodos regionais (IVA) ou para outros órgãos e para os ossos (IVB)

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09/11/2020
Novembro Azul

Quando o câncer de próstata pode ser apenas vigiado

Muitas vezes, o diagnóstico de câncer de próstata vem acompanhado de uma notícia, de certa forma, acalentadora quando a princípio não há necessidade de tratamento. É o que os especialistas chamam de vigilância ativa ou, ainda, de conduta expectante. Estudos internacionais dão conta de que cerca de 30% a 40% dos tumores prostáticos recebem essa abordagem no mundo, o que, veja bem, não significa não fazer nada. Esses pacientes são acompanhados muito de perto por seus médicos, com exame clínico da próstata por toque retal e testes laboratoriais, incluindo a dosagem de antígeno prostático específico – o PSA, aquele marcador de alterações na glândula – a cada três ou seis meses ou conforme definição personalizada, a fim de verificar se tudo permanece estável, além de biópsia e ressonância magnética também periódicas.  Com esse verdadeiro cerco ao tumor, qualquer mínima alteração pode ser flagrada e, assim, eventualmente implicar a mudança de conduta do oncologista ou do urologista que está à frente do seguimento. Dessa maneira, o paciente, sobretudo aquele homem com menos de 75 anos, em bom estado de saúde, é poupado das disfunções urinárias e sexuais que o tratamento acarreta por tempo variável.  Segundo os especialistas, pelo menos metade dos indivíduos que se enquadram nessa estratégia pode ficar em acompanhamento por aproximadamente 15 anos sem que surja alguma alteração que realmente justifique a instituição de uma terapia anticâncer ou cirurgia.  Ademais, quando levamos em conta que o tumor de próstata é uma doença que pode se desenvolver de modo mais lento, isso pode significar que parte dos indivíduos em vigilância ativa, especialmente os mais velhos, tem possibilidade de passar o resto da vida sem necessitar de intervenções terapêuticas por causa da doença – desde que, é claro, a lesão continue sem incomodar, assintomática.  Critérios bem definidos Contudo, existem critérios rigorosos para recomendar essa estratégia aos pacientes. Em primeiro lugar, o câncer deve ter lento desenvolvimento, ou seja, exibir um tecido muito próximo ao das células normais da glândula ao exame microscópico, além de apresentar tamanho pequeno e estar confinado à glândula. Já o valor do PSA no sangue precisa se encontrar abaixo de 10 ng/mL. E, claro, o paciente deve concordar em ser acompanhado dessa forma.  Muito embora já tenha sido demonstrado que tal conduta é segura, ou seja, não reduz as chances de cura nos homens com tumor que cresce no meio da vigilância, em comparação àqueles que preferiram tratar o câncer logo ao diagnóstico, alguns pacientes não toleram viver na ansiedade de repetir os testes e de temer os resultados ano após ano – o que é perfeitamente compreensível. Estes preferem se submeter ao tratamento, que costuma envolver cirurgia e radioterapia nos estágios iniciais do tumor. Atualmente, tem se recorrido a métodos cada vez mais modernos para amparar essa decisão com uma segurança ainda maior. Tais exames, aos quais o acesso ainda é limitado devido a seu alto custo, analisam um conjunto de genes relacionados com a organização e a proliferação celular e com a expressão de andrógenos, calculando, a partir disso, um escore para pontuar a agressivamente do tumor. Quanto mais baixa a pontuação, mais segura a indicação da vigilância ativa. De qualquer modo, mais importante do que qualquer recurso laboratorial é manter uma relação de confiança com o médico, que permita francas conversas sobre riscos e benefícios das diferentes condutas e, acima de tudo, possibilite que o paciente se sinta confortável – e seguro – com cada decisão.

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09/11/2020
Novembro Azul

Como fica a função sexual após o tratamento do câncer de próstata?

Um dos grandes receios do homem que se submete ao tratamento do câncer de próstata, especialmente à cirurgia, é a perda da função sexual, também chamada de disfunção erétil, acompanhada ou não da incontinência urinária, que consiste na perda involuntária de urina, dois efeitos comuns, mas reversíveis, do pós-operatório. De acordo com os especialistas, hoje as técnicas cirúrgicas evoluíram bastante e permitem maior ampliação visual, liberdade de movimentos e precisão. Sobretudo a cirurgia robótica e a videolaparoscopia possibilitam ao cirurgião isolar os feixes de vasos sanguíneos e de nervos cavernosos e, assim, preservar ao máximo tanto o esfíncter da uretra, que controla as micções, quanto a capacidade de o homem ter ereção. Mesmo com os avanços, porém, pelo menos metade dos homens que passam pela prostatectomia costuma ter necessidade de um período variável de reabilitação para a retomada das funções temporariamente perdidas. Para recuperar plenamente a continência da urina, em geral se estimam de três a seis meses de fisioterapia e exercícios apropriados, que envolvem o períneo, estrutura que envolve a genitália e o ânus. Essa estratégia usualmente basta, mas, nos casos mais resistentes, é possível implantar um esfíncter artificial. Já o retorno das ereções depende de outros fatores, incluindo doenças preexistentes – diabetes, colesterol elevado e tabagismo, por exemplo – e fatores psicológicos. De qualquer modo, há um protocolo para reabilitar a função sexual, o qual começa com medicamentos orais para facilitar a entrada de sangue no pênis, uma espécie de fisioterapia medicamentosa, a fim de manter a oxigenação do pênis. Só com os fármacos, não raro a função sexual volta ao normal e, dessa forma, há homens que já conseguem retomar a vida depois do procedimento, desde que não aconteça nenhuma intercorrência, evidentemente. A única diferença é que, como não tem mais a próstata, o homem terá um orgasmo seco, sem líquido seminal. A mudança pode até ser incômoda no início, mas o único efeito prático disso é mesmo a infertilidade, sem impacto na sensação de prazer. Seguindo o protocolo, se os fármacos orais não derem certo, a próxima opção é a terapia com injeção de drogas vasodilatadoras, que o próprio homem pode aplicar no pênis logo antes do ato sexual. Caso isso ainda não dê certo, pode-se recorrer ainda a uma prótese peniana, o que, contudo, configura uma alternativa definitiva, não permitindo reversão. Vale salientar que as opções para a reabilitação da função sexual também envolvem a dinâmica do casal. Assim, a participação da companheira nesse momento do pós-tratamento deve ser considerada e encorajada.  Efeitos de outros tratamentos A radioterapia também pode afetar as ereções justamente porque a radiação emitida sobre a próstata pode causar lesões nos vasos que levam sangue até o pênis. Estima-se que um quarto dos homens que realizam essa modalidade de tratamento para combater o tumor prostático sinta diferença nas ereções e/ou tenha dificuldade para mantê-las. Contudo, os mesmos medicamentos usados no pós-operatório de prostatectomia podem ser tentados nos casos mais difíceis e, se não forem efetivos, seguidos de outras modalidades terapêuticas. Já a hormonioterapia mexe com a função sexual por bloquear a ação da testosterona no organismo. Sem o hormônio masculino em circulação, há perda de libido e consequente disfunção erétil. Nessa situação, no entanto, o efeito negativo sobre a atividade sexual pode cessar assim que a medicação for suspensa.

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