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Ultrassonografia morfológica

Feita atualmente no primeiro e segundo trimestre da gestação, a ultrassonografia morfológica avalia a formação e o desenvolvimento de todos os órgãos e membros do bebê. Esse tipo de ultrassom é utilizado para identificar malformações, doenças cardíacas e síndromes fetais, bem como condições que exijam um acompanhamento mais próximo da gestação pelo obstetra e até mesmo o uso de métodos diagnósticos complementares.

No primeiro trimestre, o exame deve ser realizado entre 11 e 14 semanas gestacionais com o objetivo principal de avaliar o osso nasal e a translucência nucal – o líquido que fica na nuca do feto, visível apenas nesse período –, um parâmetro essencial para investigar alterações cromossômicas, em especial a síndrome de Down . Avalia também outros marcadores de doenças genéticas e já faz uma avaliação anatômica e funcional das principais estruturas do feto.

Já no segundo trimestre, que precisa ser feito entre 20 e 24 semanas , o exame é mais abrangente, pois, com todas as estruturas fetais já formadas, o estudo consegue avaliar seu tamanho, posicionamento e funcionamento, entre outras características relevantes, como a vitalidade do bebê e o estado do cordão umbilical, da placenta e do colo uterino. Na oportunidade, o sexo fetal também pode ser revelado.

No último trimestre, a ultrassonografia morfológica pode ser complementar ao anterior e visa verificar sobretudo o crescimento do bebê e o volume de líquido amniótico , tendo de ser realizada entre 34 e 37 semanas. Nessa fase, o estudo permite visualizar órgãos que não puderam ser bem avaliados anteriormente e ainda flagrar malformações que costumam surgir de forma mais tardia.

Em todas as ocasiões, o exame é conduzido por um médico ultrassonografista, que desliza uma sonda na superfície do abdome e na região pélvica da gestante, com a ajuda de um gel transparente, e vai registrando, no monitor do aparelho, as medidas do feto e os demais dados que encontra nas imagens.