DaVita Saúde

É tempo de agir para proteger o meio ambiente

No desenho Wall-e, da Pixar-Disney, um robô vive sozinho numa Terra coberta de lixo e poluição depois de décadas de consumismo em massa. Na ficção, os seres humanos foram compulsoriamente transportados para uma nave, no espaço, depois que o ar se tornou irrespirável no ano de 2110.

De fato, as coisas não caminham muito bem para planeta e humanidade. A poluição do ar mata anualmente 7 milhões de pessoas no mundo todo, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado no ano passado. Nove em cada dez indivíduos inalam cronicamente partículas com elevados teores de poluentes que penetram nos pulmões e no sistema cardiovascular, ocasionando problemas nas vias aéreas, como infecções respiratórias e a doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão, doenças do coração e acidente vascular cerebral.

O relatório aponta ainda que, além da poluição ambiental, causada sobretudo pela queima de combustíveis por veículos automotores, por usinas termelétricas e por indústrias em geral, a poluição interna também contribui para a ocorrência dessas mortes. Ao redor do mundo, mais de 3 bilhões de pessoas – em especial, mulheres e crianças de países mais pobres – ficam expostos à fumaça proveniente do uso de carvão e da madeira para cozinhar, assim como do emprego de querosene para aquecer os ambientes. Tudo porque não têm acesso nem à eletricidade nem a soluções limpas de cozinha.

Infelizmente não temos uma nave nos esperando. A solução, de acordo com a OMS, está no desenvolvimento de tecnologias não poluentes para moradias, indústrias e meios de transporte, no estímulo à construção de residências energeticamente mais eficazes e na melhoria do planejamento urbano, o que inclui, por exemplo, apostar em mais áreas verdes.

Parece perfeito, mas tudo isso exige a criação de políticas públicas, além de muito investimento. Levará tempo, portanto. O cidadão comum pouco consegue interferir nesses macroproblemas, mas, por outro lado, pode cobrar iniciativas dos governantes e, claro, procurar não agravar a situação do planeta com seu estilo de vida e hábitos de consumo.

Aqui, no Brasil, segundo um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo, carros, ônibus e motocicletas respondem por 60% da poluição nas grandes cidades – com exceção daquelas que são polos industriais, nas quais as fábricas lideram o ranking de poluidores –, seguidos pelo lixo, que participa com 25%, e pelos poluentes emitidos pela indústria, que ficam com os 15% restantes. Esses números sinalizam, de modo prático, que existe espaço para a contribuição individual no sentido de melhorar a qualidade do ar e do ambiente como um todo. Comece agora mesmo.

 

O que fazer para reduzir a poluição?


Menos lixo

  • Aproveite bem todos os alimentos. Além de poderem entrar em diferentes receitas, talos, folhas, sementes e cascas, por exemplo, têm alto valor nutritivo.
  • Só coloque no prato o que vai comer e não encha demais a geladeira com produtos perecíveis. Você não vai dar conta de prepará-los e os alimentos acabarão no lixo.
  • Separe os resíduos orgânicos dos recicláveis e dê a estes uma finalidade. Em condomínios, há empresas que compram o material que pode ser reciclado, desde que esteja separado e limpo.
  • Consuma menos, de modo geral. Reforme roupas e acessórios antigos e procure não comprar itens de que não precisa ou fazer compras por impulso.
  • Prefira produtos de consumo que contenham menos embalagens ou que estejam embalados em recipientes que possam ser reaproveitados.
  • Ao fazer supermercado, leve uma sacola ecológica ou um carrinho de feira
  • Cuide do destino de móveis ou eletrodomésticos que queira descartar, os quais sempre podem ser consertados ou reformados para que sirvam a outras pessoas. Lembre-se de que o serviço de coleta de lixo não recolhe itens grandes.
  • Descarte pilhas, baterias e medicamentos em locais próprios para recolher esses itens, que podem contaminar de forma importante o solo e lençóis freáticos.

 

Menos energia

  • Evite usar muitos eletrodomésticos nos horários de pico de consumo de energia.
  • Aproveite a iluminação natural, evitando acender luzes durante o dia.
  • Não sobrecarregue tomadas com vários plugues ligados ao mesmo tempo. Além de gastar mais energia, isso ainda pode causar um curto-circuito.
  • Tire da tomada os aparelhos que não estejam em uso.
  • Prefira lâmpadas fluorescentes, que utilizam até cinco vezes menos energia.
  • Verifique sempre se a porta da geladeira está bem vedada e não sobrecarregue as prateleiras.
  • Junte roupas para lavar em uma única vez, conforme a capacidade da máquina, e ligue o ferro de passar também numa só oportunidade.
  • Tome banhos rápidos e desligue o chuveiro para se ensaboar.
  • Cozinhe mais com a panela de pressão, que abrevia o tempo do preparo e utiliza muito menos gás.

Menos poluentes

  • Deixe o carro na garagem tanto quanto for possível. Para pequenas distâncias, caminhe ou pedale, mesmo porque essa mudança só traz saúde para seu corpo.
  • Caso não consiga utilizar transporte coletivo, qualquer que seja o motivo, experimente montar um sistema de carona solidária. A cada dia, um colega de trabalho faz as vezes de motorista de três ou quatro pessoas.
  • Plante árvores e cultive plantas ornamentais, temperos, etc. No condomínio ou dentro de casa, esses aliados naturais melhoram a qualidade do ar.