DaVita Saúde

Neste espaço, você encontra informações importantes para se cuidar e manter o seu bem-estar e o de sua família, em forma de dicas preparadas pela nossa equipe médica.

Nossa intenção é compartilhar conhecimento e cuidados para a promoção da sua saúde, buscando contribuir nos seus cuidados diários e hábitos, ajudando, assim, a prevenir possíveis doenças.

Comportamento

Como deve ser o cerco ao câncer de próstata

Se, nas mulheres, as mamas e o colo do útero estão entre os principais alvos do câncer, nos homens, a próstata ocupa lugar semelhante. O tumor nessa glândula exclusiva do sexo masculino é o segundo tipo de câncer mais comum entre os brasileiros, atrás apenas do de pele não melanoma. De acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), até o fim do ano deverá haver mais de 65,8 mil novos casos no País. No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde/Organização Pan-Americana de Saúde, a estimativa para 2040 bate na casa de 1,3 milhão de casos. Boa parte da alta incidência do tumor se explica pelo fato de se tratar de um problema vinculado à maturidade. Cerca de 75% de todos os pacientes com a doença em todo o mundo já passaram dos 65 anos de idade. Portanto, quanto mais avançada a expectativa de vida no planeta – o que está acontecendo em todos os continentes, vale assinalar –, mais se espera que o número de diagnósticos aumente. A idade, porém, não é o único fator de risco para o câncer de próstata, o excesso de peso também favorece seu surgimento. Por sua vez, a herança genética configura um aspecto contundente no desenvolvimento da doença, especialmente diante de história familiar de pai, irmão e avô com o tumor, mas responde por menos de 10% de todos os casos. Por fim, esse câncer também é mais frequente em afrodescendentes – o risco aumenta em duas a três vezes em relação ao de outras etnias. Atitudes preventivas, portanto, devem focar em alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e hábitos de vida saudáveis. Os demais fatores que ampliam a possibilidade de aparecimento de lesões malignas na próstata infelizmente não têm como ser modificados. Diagnósticos tardios O Brasil ainda registra mais de 15,5 mil mortes anuais por câncer prostático, o que o torna um problema de saúde pública, mas não porque a doença seja extremamente agressiva. Em geral, o tumor leva cerca de 15 anos para alcançar 1 cm3 , segundo o Inca, e pode nem chegar a atrapalhar a vida do homem se for bem acompanhado. Mas a verdade é que os diagnósticos continuam sendo tardios. Um estudo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostrou que 30% dos pacientes da rede pública e 20% dos provenientes da rede de saúde suplementar já estavam com câncer avançado no momento de sua descoberta. A ligeira diferença pode acusar falta de amplo acesso à assistência médica nos serviços públicos, de fato, mas, por outro lado, parece confirmar o que já se sabe – o homem vai menos ao consultório preventivamente. Para completar, o tumor de próstata cursa de forma silenciosa no início. Os sintomas, caracterizados por alterações urinárias e dores ósseas, podem não aparecer ou só incomodar num momento em que a lesão já está num estágio mais grave, quando requer tratamentos mais extensos. Rastreamento, eis a questão Apesar disso, ao contrário do que ocorre na abordagem do câncer de mama, em que há um exame que reconhecidamente reduz a taxa de mortalidade pela doença – a mamografia –, no câncer de próstata não se preconiza o mesmo tipo de rastreamento universal. Estudos feitos com milhares de homens na Europa e nos Estados Unidos no início desta década concluíram que a realização indiscriminada de testes laboratoriais e de imagem não impacta o número de mortes causadas pela doença. Essa estratégia tem sido questionada por trabalhos posteriores, mas ainda se mantém. Na dúvida, a SBU recomenda que, por volta dos 50 anos, todos os homens procurem um urologista para uma avaliação individual, decidindo com o médico a necessidade, os riscos e os benefícios da pesquisa de lesões na próstata. Em geral, o rastreamento inclui o toque retal e dosagem de PSA no sangue.  Dependendo dos achados, a investigação pode prosseguir com a ultrassonografia e outros exames de imagem, assim como a biópsia de próstata. Homens com algum fator de risco, incluindo obesidade, afrodescendência e história de parentes que tiveram tumor prostático antes dos 60 anos, devem marcar consulta com o especialista mais cedo, já a partir de 45 anos.  Não custa lembrar que, em caso de sintomas – que até podem ser de outras condições –, é imperativo esclarecer imediatamente o quadro com um urologista ou com um médico de sua confiança. 

06/11/2020
Comportamento

Como deve ser o cerco ao câncer de próstata

Se, nas mulheres, as mamas e o colo do útero estão entre os principais alvos do câncer, nos homens, a próstata ocupa lugar semelhante. O tumor nessa glândula exclusiva do sexo masculino é o segundo tipo de câncer mais comum entre os brasileiros, atrás apenas do de pele não melanoma. De acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), até o fim do ano deverá haver mais de 65,8 mil novos casos no País. No mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde/Organização Pan-Americana de Saúde, a estimativa para 2040 bate na casa de 1,3 milhão de casos. Boa parte da alta incidência do tumor se explica pelo fato de se tratar de um problema vinculado à maturidade. Cerca de 75% de todos os pacientes com a doença em todo o mundo já passaram dos 65 anos de idade. Portanto, quanto mais avançada a expectativa de vida no planeta – o que está acontecendo em todos os continentes, vale assinalar –, mais se espera que o número de diagnósticos aumente. A idade, porém, não é o único fator de risco para o câncer de próstata, o excesso de peso também favorece seu surgimento. Por sua vez, a herança genética configura um aspecto contundente no desenvolvimento da doença, especialmente diante de história familiar de pai, irmão e avô com o tumor, mas responde por menos de 10% de todos os casos. Por fim, esse câncer também é mais frequente em afrodescendentes – o risco aumenta em duas a três vezes em relação ao de outras etnias. Atitudes preventivas, portanto, devem focar em alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e hábitos de vida saudáveis. Os demais fatores que ampliam a possibilidade de aparecimento de lesões malignas na próstata infelizmente não têm como ser modificados. Diagnósticos tardios O Brasil ainda registra mais de 15,5 mil mortes anuais por câncer prostático, o que o torna um problema de saúde pública, mas não porque a doença seja extremamente agressiva. Em geral, o tumor leva cerca de 15 anos para alcançar 1 cm3 , segundo o Inca, e pode nem chegar a atrapalhar a vida do homem se for bem acompanhado. Mas a verdade é que os diagnósticos continuam sendo tardios. Um estudo da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostrou que 30% dos pacientes da rede pública e 20% dos provenientes da rede de saúde suplementar já estavam com câncer avançado no momento de sua descoberta. A ligeira diferença pode acusar falta de amplo acesso à assistência médica nos serviços públicos, de fato, mas, por outro lado, parece confirmar o que já se sabe – o homem vai menos ao consultório preventivamente. Para completar, o tumor de próstata cursa de forma silenciosa no início. Os sintomas, caracterizados por alterações urinárias e dores ósseas, podem não aparecer ou só incomodar num momento em que a lesão já está num estágio mais grave, quando requer tratamentos mais extensos. Rastreamento, eis a questão Apesar disso, ao contrário do que ocorre na abordagem do câncer de mama, em que há um exame que reconhecidamente reduz a taxa de mortalidade pela doença – a mamografia –, no câncer de próstata não se preconiza o mesmo tipo de rastreamento universal. Estudos feitos com milhares de homens na Europa e nos Estados Unidos no início desta década concluíram que a realização indiscriminada de testes laboratoriais e de imagem não impacta o número de mortes causadas pela doença. Essa estratégia tem sido questionada por trabalhos posteriores, mas ainda se mantém. Na dúvida, a SBU recomenda que, por volta dos 50 anos, todos os homens procurem um urologista para uma avaliação individual, decidindo com o médico a necessidade, os riscos e os benefícios da pesquisa de lesões na próstata. Em geral, o rastreamento inclui o toque retal e dosagem de PSA no sangue.  Dependendo dos achados, a investigação pode prosseguir com a ultrassonografia e outros exames de imagem, assim como a biópsia de próstata. Homens com algum fator de risco, incluindo obesidade, afrodescendência e história de parentes que tiveram tumor prostático antes dos 60 anos, devem marcar consulta com o especialista mais cedo, já a partir de 45 anos.  Não custa lembrar que, em caso de sintomas – que até podem ser de outras condições –, é imperativo esclarecer imediatamente o quadro com um urologista ou com um médico de sua confiança. 

16/10/2020
Comportamento

A origem do câncer de mama

O câncer é uma doença causada pela multiplicação rápida e desordenada de células anormais, que formam um tumor. Pode ocorrer em diversas estruturas do corpo e, quando envolve as células das glândulas mamárias, determina o câncer de mama, que se apresenta sob diferentes formas, algumas restritas aos ductos e lóbulos envolvidos na produção de leite, outras mais agressivas, que tomam todos os tecidos mamários e podem se espalhar pelo corpo. Bastante frequente no mundo todo, o tumor de mama divide a primeira posição com o de pulmão no ranking dos cânceres mais incidentes do globo, respondendo por mais de 2 milhões de casos novos por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, as estimativas para 2020 apontam mais de 66,2 mil casos novos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Apesar dos avanços no diagnóstico e nas modalidades de tratamento que marcaram as últimas décadas, a mortalidade pela doença continua bastante elevada. Dados da OMS e do Inca dão conta de que houve 627 mil mortes por câncer de mama no mundo em 2018, sendo 17,7 mil no Brasil. Isso significa que a maioria desses casos foi diagnosticada de modo tardio, pois, quando descoberto precocemente, esse tumor tem elevada taxa de cura, que passa de 90%. Riscos em toda parte Mas por que ainda temos tantos casos, em pleno século 21? É claro que a falta de acesso à saúde pelo mundo responde, em boa parte, por tais números, mas vamos aqui tratar de fatores que facilitam o desenvolvimento da doença. A idade é o principal deles, quatro em cada cinco casos ocorrerem após os 50 anos, segundo o Inca. Quanto maior a expectativa de vida no planeta, que só aumenta, haverá mais casos. Outros fatores determinantes para o desenvolvimento do tumor mamário são ambientais, comportamentais, reprodutivos e hormonais, além dos genéticos.  Os fatores hormonais e reprodutivos dizem respeito à exposição aos hormônios femininos ao longo da vida reprodutiva da mulher, já que eles estão por trás de 70% de todos os cânceres de mama, servindo de combustível para a proliferação das células malignas e, consequentemente, para o crescimento dos tumores. Incluem a primeira menstruação antes dos 12 anos, entrada na menopausa depois dos 55 anos, primeira gestação depois dos 30 anos, ausência de gravidez, uso de contraceptivos orais e terapia de reposição hormonal.  Entre os fatores ambientais estão ganho de peso após a menopausa, falta de atividade física, exposição à radiação ionizante (sobretudo radioterapia no tórax em idade precoce) e consumo de álcool – mesmo a ingestão de poucas doses por semana aumenta o risco de tumor mamário. Algumas atividades ocupacionais também estão relacionadas à doença, conforme afirma o Inca, como as das indústrias de borracha, plástico e química, bem como das refinarias de petróleo. Por fim, a genética igualmente interfere na possibilidade de desenvolver esse câncer, mas é responsável por apenas 5% a 10% dos casos. A presença de parentes de primeiro grau com a doença eleva o risco, mas desde que o diagnóstico tenha sido feito antes dos 50 anos nas pessoas acometidas. A história familiar de tumor de ovário e de tumor de mama em homens – sim, isso pode acontecer, embora com frequência bem menor que nas mulheres – do mesmo modo aumenta o risco, assim como o encontro de mutações em genes associados às formas hereditárias de câncer de mama, como BRCA1 e BRCA2. À exceção dos fatores ambientais, que, em sua maioria, podem ser modificados, os demais praticamente não permitem intervenção. Por isso, as sociedades médicas e as autoridades de saúde adotam uma estratégia de prevenção secundária do câncer de mama, baseada na pesquisa da doença antes que a mulher apresente sintomas, o que é feito com mamografia e outros exames de imagem, conforme idade e riscos da paciente.

23/03/2020
Comportamento

Um cérebro diferente. Assim é o autismo

A série The Good Doctor trouxe ao público um tema pouco discutido na sociedade: a capacidade de o autista exercer uma profissão, relacionar-se e ser independente. O protagonista, o cirurgião Shaun Murphy, tem autismo e uma síndrome rara (Savant), que lhe permite fazer cálculos complicados e se valer de uma memória fotográfica. Apesar dos preconceitos de colegas e de pacientes, o jovem profissional ajuda a elucidar diagnósticos complexos e a buscar soluções inusitadas na sala cirúrgica e até fora dela, mudando a percepção das pessoas a seu respeito. A série é uma ficção romanceada, mas especialistas não acham impossível que um indivíduo autista seja competente na área do conhecimento de sua escolha, mesmo que isso se aplique a uma minoria. Depende justamente do grau do chamado transtorno do espectro autista, que recebe esse nome por ser um conjunto de condições caracterizadas por alterações no desenvolvimento neurológico, que se manifestam, em conjunto ou isoladamente, por dificuldade de comunicação, de linguagem e de socialização, assim como por interesses e atividades restritas e repetitivas.  O nível de funcionamento intelectual varia muito, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, havendo desde comprometimento cognitivo profundo até níveis superiores de desempenho, sendo ainda muito comum que os indivíduos apresentem outros distúrbios psiquiátricos e neurológicos concomitantes, como epilepsia, depressão, ansiedade e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade.  Diversos espectros No autismo clássico, as pessoas são ensimesmadas e não estabelecem contato visual com seus interlocutores, tampouco com o ambiente ao redor. A fala não é usada como recurso de comunicação, apesar de poderem falar e entender ideias e palavras simples, desde que no sentido literal, sem metáforas nem duplos sentidos. Há preferência por brincadeiras solitárias na infância e isolamento conforme os anos passam.  Já no autismo de alto desempenho, também conhecido como síndrome de Asperger, embora possam apresentar as mesmas dificuldades de relacionamento e comportamento em graus variáveis, os indivíduos são bastante verbais e inteligentes, muitas vezes exibindo um desempenho genial em suas atividades. Dependendo do nível de interação social, conseguem levar uma vida sem impedimentos.  Dentro do espectro autista, há ainda os distúrbios globais do desenvolvimento, cujos sintomas, que vão além das dificuldades de comunicação e de relacionamento – incluindo, por exemplo, aversão ao toque, problemas de coordenação motora, alterações de humor e muitos outros –, não se encaixam em nenhuma das duas outras formas, impondo maior desafio ao diagnóstico. Todas as apresentações podem ser muito variáveis, algumas bem discretas, outras mais evidentes. Por isso se usa o termo espectro na denominação da condição – são várias facetas de uma mesma moeda. Na maioria dos casos, os sinais de autismo ficam perceptíveis até os 5 anos de idade e persistem por toda a vida. Com frequência, mães de filhos autistas relatam que seus bebês não as olhavam nos olhos durante a amamentação, já demonstrando uma das características mais marcantes da condição – a falta de contato visual. Apoio e cuidados para muitos A OMS estima que 70 milhões de pessoas em todo o mundo apresentem algum transtorno do espectro autista, das quais 2 milhões no Brasil, embora não tenhamos por aqui nenhum estudo de frequência entre brasileiros. As autoridades sanitárias mundiais observam um aumento no número de casos, que, no entanto, atribuem a uma maior conscientização sobre a condição, ao aprimoramento das informações reportadas e a uma ampliação dos critérios e dos recursos diagnósticos. As causas do transtorno permanecem sob uma certa névoa para a ciência, mas parece haver um consenso de que envolvem sobretudo fatores genéticos. Mutações em proteínas que ficam ancoradas na superfície dos neurônios, para permitir que o estímulo nervoso flua de forma adequada entre eles, provocam desequilíbrio entre os sinais de excitação e inibição que navegam entre as células nervosas, impactando a linguagem, o aprendizado, a interação social e a memória dos indivíduos. Já existem testes genéticos que ajudam a dar suporte ao diagnóstico, contudo a identificação do quadro permanece sendo essencialmente clínica, feita no consultório. Quanto ao tratamento, como qualquer condição que envolva comportamento, o autismo requer uma abordagem personalizada e não tem cura. Em todos os casos, exige o engajamento dos pais, educadores e de uma equipe de saúde multidisciplinar para promover a reabilitação do indivíduo e sua inclusão social. Quanto mais cedo essa estratégia se inicie, melhor o resultado. De qualquer forma, a condição traz impactos econômicos e sociais importantes para o portador e sua família. Voltando ao nosso exemplo inicial, apenas dois em cada dez autistas conseguem ter alguma independência semelhante à do Dr. Shaun. A maioria precisa de apoio social e de cuidados permanentes, o que implica o empoderamento dos cuidadores por parte das autoridades de saúde. Portanto, conhecer exatamente a epidemiologia da condição é essencial para criar políticas públicas para essa população, não só no que tange ao atendimento de saúde, mas também à garantia do cumprimento dos direitos desse grupo, que, afinal, é mais vulnerável em todos os sentidos.  Se você tem dúvidas sobre o comportamento de seu filho, ainda que ele já tenha passado dos 5 anos, não perca tempo. Procure um médico que conheça a história clínica da criança para esclarecimentos e eventual encaminhamento a um especialista. Exemplo real de inclusão Greta Thunberg, a ativista ambiental sueca que tem cutucado a ferida dos grandes poluentes do planeta, foi diagnosticada com Asperger aos 11 anos. Em vez de contê-la, porém, a descoberta a impulsionou, evidentemente graças à boa acolhida na família, na escola, nos serviços de saúde e na sociedade. Assim, conseguiu transformar sua obsessão e seu temor com a degradação ambiental e o aquecimento global numa luta produtiva, que acabou mobilizando milhões de outros jovens. O fato é que a sueca, hoje com 16 anos, é um exemplo real de inclusão do autista na sociedade mundial, que deixa qualquer romance no lugar dele – na esfera ficcional.

17/02/2020
Comportamento

Aproveite a folia sem descuidar da saúde

Se, por um lado, o carnaval é uma das festas mais alegres do mundo, por outro, a aglomeração, o calor intenso do verão, as chuvas torrenciais e os excessos acabam predispondo as pessoas a adoecerem durante e, especialmente, após esse período. Pensando no seu bem-estar, a DaVita selecionou algumas dicas para você começar e terminar a folia com saúde e alto-astral. Água e companhiaPraia, campo ou blocos na cidade, independentemente do seu destino, hidrate-se de forma abundante a qualquer hora do dia. Para quem não abre mão das bebidas alcoólicas, é imperativo intercalar os drinques com água ou bebidas hidratantes, como água de coco e isotônicos. Como se não bastasse o calor intenso de fevereiro, o álcool também desidrata rapidamente o organismo. Uma boa opção para complementar a hidratação é consumir frutas como melancia, laranja, melão e abacaxi que são ricas em água. Você também pode optar por sorvetes de frutas ou ainda, fazer sucos que combinem vegetais e frutas, pois eles são ótimos para repor sais minerais.  AlimentosNão saia sem se alimentar de verdade, especialmente se for enfrentar uma maratona de blocos e desfiles. O cardápio pré-folia, segundo especialistas, deve conter carboidrato na versão integral, que sacia e garante energia por mais tempo, combinado com uma proteína e vegetais. Um macarrão integral ao sugo, acompanhado de frango grelhado e salada, agrada ao paladar e dá conta do recado. Frituras e alimentos gordurosos, de difícil digestão, são más escolhas. Leve ainda uma fruta ou barrinha de cereais para comer durante a festa. Sanduíche, só se for com recheios que não se deterioram facilmente, como atum ou sardinha em conserva. Procure não comer alimentos preparados por ambulantes, que podem estar contaminados por causa das más condições de higiene e do calor.  SolAinda que esteja longe da praia, não vá para a folia durante o dia sem protetor solar. Para peles claras, use FPS 30, no mínimo, e para peles escuras, FPS 15. Recorra também a acessórios como chapéu ou boné e óculos de sol, bem como roupas leves. Um único dia de exagero pode minar o restante da festa. Evite ainda a exposição solar nos horários de maior incidência dos raios ultravioleta, ou seja, das 10h às 16h. Doenças causadas por mosquitosContra a febre amarela, é possível e recomendado vacinar-se dez dias antes da viagem. Hoje, apenas alguns estados do Nordeste não são considerados áreas endêmicas da doença. Portanto, a maioria dos destinos no Brasil requer esse cuidado. Existe uma vacina que previne a dengue, mas tem indicação limitada e está sujeita à prescrição médica. Vale conversar com seu médico com antecedência. Na prática, as estratégias contra a dengue, a febre chikungunya e a infecção pelo vírus zika, as três causadas pelo Aedes aegypti, infelizmente ainda se restringem à aplicação de um repelente potente nas áreas expostas do corpo e à utilização de telas nas janelas.  Sexo É imprescindível usar métodos de barreira física em todas as relações sexuais para prevenir infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia, sífilis e HIV/aids, entre outras. Nesse período, o Ministério da Saúde sempre aumenta a distribuição de preservativos femininos e masculinos não só nos postos de saúde, como também em locais de grande fluxo de pessoas. Mas isso não basta. De acordo com o Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos, o álcool e outras substâncias que prejudicam a capacidade de julgamento também configuram fator de risco para a aquisição de doenças como HIV/aids. Leve em conta mais esse aspecto para moderar o consumo de bebidas alcoólicas e ficar longe de drogas ilícitas.  Viagem Quem vai pegar estrada deve fazer uma revisão no automóvel e nos pneus antes de partir, além de planejar a viagem, com paciência e sem pressa de chegar. É imprescindível se programar para dirigir sem sono ou cansaço. Além disso, deve-se respeitar as placas de sinalização e a velocidade permitida, bem como manter distância do veículo da frente . Convém ainda lembrar que álcool e volante não combinam, tampouco olhar o celular no trânsito. Se houver alguma urgência para resolver por telefone ou por mensagem, vá para o acostamento.  Para quem tem, como destino, locais muito afastados ou exóticos, é interessante levar uma farmacinha para situações mais comuns, como picadas de insetos, alergias, ferimentos leves, diarreias e resfriados. Peça orientações para seu médico.

20/01/2020
Comportamento

Ano novo, saúde nova: confira dicas para ampliar sua saúde nos próximos anos

Durante a virada de ano, podemos observar muita gente que nem é supersticiosa adulando a sorte. Por via das dúvidas, as pessoas pulam sete ondas, comem sete bagos de uva, vestem branco com o adereço amarelo para atrair dinheiro e, assim, iniciam o novo ciclo cheias de esperanças e, claro, resoluções. Em geral, todas essas metas envolvem melhorias na aparência, na carreira, nas conquistas materiais e nos relacionamentos. Bem, mas onde fica a saúde? A saúde não costuma ganhar a atenção que merece nessas listas e, quando aparece, é  travestida com a necessidade de emagrecer e de modelar o corpo – não exatamente de ficar mais saudável. Em uma pesquisa feita, por um site norte-americano há alguns anos, com 8 mil pessoas, a perda de peso foi a meta número um para quase 20% dos entrevistados.  Por outro lado, esse desejo indiretamente pode levar a escolhas menos nocivas no estilo de vida, mas o fato é que as resoluções podem e devem ser ampliadas no que diz respeito à saúde. Para ajudar você a dar um upgrade no seu bem-estar neste ano, os médicos da DaVita dão algumas sugestões. Resoluções para melhorar a saúde no novo ano 1. Mexa-se regularmenteA realização de exercícios regulares deve estar no topo da lista de resoluções. Afinal, a prática  traz benefícios gerais: ajuda a perder peso, modela o corpo, melhora o condicionamento físico, aumenta a disposição para qualquer atividade, favorece o bom funcionamento geral do organismo, notadamente do sistema cardiorrespiratório, e contribui para afastar a depressão. As vantagens são de brilhar os olhos, porém não adianta começar com metas muito ousadas. Se você está sedentário há muito tempo, pense em objetivos factíveis. Se não gosta de academia, caminhe, corra, pedale, entre num grupo de dança, aprenda a nadar ou faça exercícios na piscina. Mas comece devagar – nada de abraçar o mundo. E, antes de tudo, converse com um médico que conheça bem sua saúde para que ele possa verificar se você está apto para o exercício escolhido. Qualquer dor mais pronunciada depois de uma semana de pedaladas, por exemplo, pode jogar ladeira abaixo sua resolução. 2. Coma melhorNinguém está dizendo para você entrar numa dieta, mas sim, para ter uma alimentação balanceada na maioria dos dias e não fazer das guloseimas uma rotina. Pode comer hambúrguer com batata frita? Claro que sim. Contudo, esse lanche não pode ser a base da alimentação, pois lhe faltam nutrientes essenciais para saúde e, além disso, contém altos níveis de sódio e gorduras saturadas, nocivas ao coração. Mais do que contar calorias, é necessário ingerir todos os tipos de nutrientes, o que facilmente se consegue com o consumo de uma variedade de frutas, vegetais, proteínas (carne, peixe, frango), cereais integrais (diferentes tipos de arroz, trigo, cevada) e leguminosas (feijão, lentilha, soja, grão de bico). Doces, sal, gorduras e industrializados em geral exigem moderação.   4. Beba mais água Nas pausas para o cafezinho, tome também um copo de água ou encha uma garrafa para deixar junto de você. O certo não é esperar sentir sede, mas se hidratar o dia todo. Ora, se nosso corpo é formado por cerca de 60% a 70% de água, a falta de reposição desse combustível afeta seu funcionamento, provocando cãibras, cansaço, pele ressecada, alterações na pressão arterial, prisão de ventre, cálculos renais e até problemas de cognição – sim, o cérebro depende bastante da hidratação corporal. Não há exatamente um consenso sobre o volume recomendado, mas isso varia de pessoa a pessoa. Quem transpira mais devido à prática de atividade física, por exemplo, precisa aumentar o consumo hídrico. De qualquer modo, uma boa medida é a cor da urina, que deve estar sempre amarelo-clara para sinalizar boa hidratação. Fique atento a esse indicador e insira a meta da água no dia a dia. 5. Durma bemEstabeleça um horário máximo para se deitar e faça a chamada higiene do sono. Não jante logo antes de dormir nem se exercite à noite. No mais, procure criar um ritual: prepare o quarto, diminua as luzes e mantenha a temperatura agradável. Nada de tentar adormecer com a TV ligada, tampouco de olhar o celular quando já quando estiver deitado no travesseiro. No máximo, vale ler algumas páginas de um livro para relaxar. Dormir bem é um dos pilares para uma vida saudável. Noites maldormidas interferem na concentração e na disposição, além de aumentarem o risco de acidentes. Mexem também com o sistema endócrino, bagunçando o metabolismo e aumentando a necessidade de insulina em até um terço, segundo os especialistas. Isso significa que quem dorme mal não apenas ganha mais peso, como também apresenta maior risco de desenvolver o diabetes tipo 2.  6. Tome banhos diários de sol Cerca de 10 a 25 minutos diários, fora do horário de maior incidência dos raios ultravioleta, entre 10 e 16 horas, exponha braços e pernas ao sol, como se faz com os bebês. O banho de sol, no jargão dos especialistas, ajuda a “fazer osso”. Isso porque a pele, quando em contato com o astro-rei, produz vitamina D, um pró-hormônio que ajuda o cálcio a ser absorvido pelo corpo e é depositado no esqueleto.  Para cumprir a meta, você precisa incorporar algum hábito que o faça ter alguma exposição solar – só ficar com um braço para fora do carro não resolve. Quer sugestões? Leve as crianças a pé para a escola, compre pães frescos todos os dias na padaria mais distante do bairro ou saia para passear com o cachorro antes de ir para o trabalho – o que, aliás, vai fazer bem para a saúde dele também. Vale lembrar que a vitamina D, além de regular o metabolismo ósseo em todas as idades, tem participação no sistema imunológico, de modo que sua deficiência está ligada com o desenvolvimento de doenças autoimunes, nas quais as células de defesa atacam estruturas do próprio corpo, a exemplo de artrite reumatoide e lúpus eritematoso sistêmico. 7. Não envenene o organismoCigarro, álcool, automedicação... Seu corpo não merece esse disparate. Parar de fumar talvez seja a meta mais difícil, mas não impossível. O tabagismo é uma condição clínica que, como tal, precisa de tratamento (link para matéria de tratamento para parar de fumar). Só determinação não basta. Hoje há programas antitabagismo interessantes, que combinam terapia e medicamentos. Converse com um médico da sua confiança e estabeleça uma data para deixar de se intoxicar. Você vai ficar livre de mais de 4 mil substâncias tóxicas, voltará a sentir cheiros e sabores que antes se perdiam na fumaça e diminuirá aos poucos o seu risco para alguns tipos de câncer e, especialmente, para doenças cardiovasculares.  Bastante tolerado e associado às comemorações, o álcool, em excesso, pode se tornar um problema sério. Além de fazer o fígado adoecer, a ingestão exagerada de bebida alcoólica produz efeitos no sistema nervoso que afetam o comportamento e, não raramente, resultam em problemas familiares e sociais, sem falar em acidentes. Antes que esse hábito se transforme numa dependência, reduza a frequência com que bebe, bem como suas doses. Se não conseguir, tente buscar a ajuda de um profissional. Por fim, não abuse de remédios sem prescrição. Aumentar uma dose por conta própria pode ser letal. Mesmo que se trate de uma aparentemente inofensiva Aspirina®. Se você precisa de medicações a toda hora, ainda que para dor de cabeça ou qualquer sintoma inespecífico, há algo errado que deve ser resolvido e investigado com um médico que conheça bem seu histórico de saúde. 8. Passe mais tempo com a família e os amigosAs relações humanas são fundamentais para a saúde. Quem vive sozinho tem mais chance de adoecer. Uma pesquisa do Ministério da Saúde, por exemplo, mostrou que homens que vivem solitários na terceira idade têm uma expectativa de vida menor porque se descuidam – são as companheiras que os fazem procurar atendimento médico diante de alguma queixa. O isolamento, em qualquer idade, ainda favorece o desenvolvimento de transtornos de humor, sobretudo a depressão. Assim, por mais que você precise trabalhar, determine um limite de horas dedicadas às atividades profissionais para que possa estar com amigos, companheiro, filhos e pais, de forma que não seja sempre o último a chegar em casa e fazer suas refeições sozinho. A partir deste ano, deixe de sair tarde do escritório. Use o almoço para encontrar amigos, tome um café com seus pais em alguns dias da semana, surpreenda sua família com um programa inesperado. O que vale nessa vida são as horas que passamos com quem mais amamos.  9. Combata o estresseNão, ele não vai embora porque existe desde sempre. O estresse prepara o corpo para reagir a um perigo, liberando adrenalina e cortisol. Na época das cavernas, o homem dava vazão a essas substâncias ao fugir das ameaças ou mesmo ao enfrentá-las. Hoje, porém, o organismo continua se comportando da mesma forma, mas as ameaças são de outra natureza – o engarrafamento, o medo da violência, as metas profissionais, as dificuldades no trabalho, as preocupações financeiras – e não conseguimos nos livrar facilmente dos efeitos desses dois hormônios, que aceleram os batimentos cardíacos, aumentam a pressão arterial e, em longo prazo, polarizam doenças.  A prática de atividade física é uma forma de debelar o estresse – portanto, se você cumprir a resolução número um, automaticamente dará conta desta. Cultivar hobbies também ajuda a reduzir as tensões. Cozinhar, cuidar do jardim, desenhar e pintar são alguns exemplos de atividades que podem ajudar seu corpo a entender que você não está sob ameaça o tempo todo.  10. Aprenda uma nova tarefaQue tal voltar a estudar? Não precisa ser uma nova faculdade, tampouco a conclusão de um curso interrompido. Você pode ingressar num programa para aprender alguma coisa diferente, desafiante mesmo. Tal decisão ajuda você de todas as formas. Amplia sua rede de relacionamentos e também sua rede de conexões neuronais. Quanto mais aprendemos, menos desenvolvemos demências na terceira idade, garantem os especialistas. Para atender a mais de um objetivo com os estudos, você pode envolver alguém da família nessa iniciativa, por exemplo, e, assim, passar mais tempo com essa pessoa. 11. Use as redes sociais com moderaçãoAs redes sociais tornam as pessoas mais próximas, ajudam a marcar encontros e a divulgar informações relevantes, mas têm seu lado B. Na área da saúde, prestaram um grande desserviço nos últimos anos, ao circularem notícias falsas sobre vacinação, que ainda hoje atrapalham muito a adesão das pessoas a essa proteção. No panorama sociopolítico, provocam desavenças, perseguições e culminam com um resultado contrário: separam pessoas ao invés de agregá-las. E há ainda outra vertente perigosa: o vício nas redes, que roubam horas de trabalho e de sono, assim como a atenção que poderia ser dada aos entes queridos, gerando improdutividade, isolamento, ansiedade e depressão. Contra tudo isso, mude a forma de empregar essas ferramentas. Utilize o WhatsApp para mensagens pontuais – já cheguei, espero você no endereço tal, deixei a encomenda na sua portaria. Não se exponha nas demais, tampouco sua família e filhos pequenos. Não gaste tempo sondando a vida de colegas, famosos e formadores de opinião – o jardim do vizinho é sempre mais verde. O melhor mesmo, após o trabalho, é usar o celular para a primeira finalidade do aparelho – como telefone – e aproveitar o pouco tempo livre para viver. Parafraseando o verso de uma música que o ex-Beatle John Lennon dedicou ao seu filho, a vida é o que nos acontece enquanto estamos ocupados fazendo outros planos.

16/09/2019
Comportamento

Prevenção do suicídio: há luz no fim do túnel

Na história contemporânea, diversos ícones da música, da literatura e da indústria do entretenimento foram parar nas manchetes dos meios de comunicação não só por suas obras, mas por terem decidido interromper a vida por conta própria. Não raro, estavam no auge de suas carreiras e saíram de cena, sem explicações e sem pistas de que fossem desistir. Muitas vezes, no entanto, essas pessoas tinham em comum histórias de transtornos como depressão e dependência química, ainda que pudessem estar abstêmias no momento do ato. Apesar de o suicídio já ser considerado um problema de saúde pública – no Brasil, são 32 mortes dessa natureza por dia, segundo o Ministério da Saúde –, não há melhor meio de preveni-las do que falar abertamente sobre saúde mental e mostrar rotas seguras de ajuda para a pessoa que está perdendo a vontade de viver e para seu núcleo afetivo. Até porque os especialistas estimam que nove entre dez casos podem ser prevenidos.   Sinais de alerta Em primeiro lugar, fique atento aos sinais de alerta. Frases de alarme – como “quero sumir”, “vou embora” e “não aguento mais” – devem ser valorizadas, especialmente no caso de adolescentes, entre os quais o número de casos vem crescendo muito nos últimos anos, apesar de os idosos serem o grupo de maior risco. Além disso, mudanças radicais de comportamento – como deixar de gostar de algo pelo qual havia grande interesse antes – também pedem atenção. Na outra ponta, uma melhoria súbita pode indicar apenas simulação e esconder uma decisão já tomada. Por fim, tentativas anteriores elevam o risco. Quem já tentou uma vez, está mais vulnerável. Se você perceber algum desses comportamentos, é importante não deixar a pessoa em risco sozinha, ouvi-la e levá-la para a avaliação de um psiquiatra. O Centro de Valorização da Vida, o CVV, que atende gratuitamente a todo o Brasil pelo número 188, também é um canal imediato para quem precisa de um ombro amigo com urgência. Treinados para escutar, acima de tudo, os voluntários do serviço estão capacitados para oferecer o que há de mais necessário nesse momento: apoio emocional e esperança.   O que fazer para ajudar? Outro ponto sempre importante, dentro ou fora desse contexto, é esclarecer a população sobre os problemas mentais e os perigos das drogas e do álcool numa mente em conflito, especialmente se essa mente ainda está em formação (como ocorre na adolescência). A depressão, o mais frequente transtorno por trás de tais casos, é doença e exige um tratamento multidisciplinar, que pode combinar medicação, psicoterapia, prática de atividade física e terapias alternativas. A mesma estratégia se aplica à dependência química. Por último, os especialistas recomendam não manter nada que seja letal por perto: venenos, pesticidas e estoque de remédios, tampouco armas brancas ou de fogo. Convém não facilitar. Isso vale ainda para estratégias de segurança em casa, como manter grades nas janelas e no espaço público. Não dá para levar uma pessoa nessas condições para um local externo que possa oferecer algum risco. Esses cuidados contribuem para dificultar o ato e ajudam a levar o indivíduo a repensar sua decisão. Não custa lembrar que, apesar de ter causas multifatoriais, o suicídio é uma atitude impulsiva. No dia seguinte, quase sempre tudo parece mais simples. Procure um profissional da área de saúde mental para conversar sobre a vida.

26/08/2019
Comportamento

Psicólogo: especialista em promover saúde mental

Vivemos num mundo em que os avanços tecnológicos, por nos inundarem com informações sobre fatos e pessoas a todo momento, dão margem para suposições e preocupações que podem culminar em distúrbios emocionais e transtornos de humor ou, até mesmo, agravar os já existentes. Aí entra a figura do psicólogo, um profissional cada vez mais importante nesse cenário de superexposição e superinformação, na medida em que é capacitado para ajudar cada indivíduo a encontrar seu equilíbrio e a buscar as respostas dentro de si mesmo. No Brasil, segundo o Conselho Federal de Psicologia, temos cerca de 343 mil psicólogos atualmente. Mas é claro que nem todos trabalham na área clínica. Hoje esses profissionais estão em empresas, clubes desportivos, escolas, associações voltadas à educação de crianças com necessidades especiais, instituições ligadas ao trânsito e centros sociais, como abrigos e asilos, entre outros, sempre buscando extrair das pessoas suas melhores potencialidades. O fato é que, onde quer que atue, o psicólogo contribui diretamente para promover a saúde mental e, assim, melhorar o mundo.  Homenagem da DaVita ao Dia do Psicólogo, 27 de agosto.

03/06/2019
Comportamento

É tempo de agir para proteger o meio ambiente

No desenho Wall-e, da Pixar-Disney, um robô vive sozinho numa Terra coberta de lixo e poluição depois de décadas de consumismo em massa. Na ficção, os seres humanos foram compulsoriamente transportados para uma nave, no espaço, depois que o ar se tornou irrespirável no ano de 2110. De fato, as coisas não caminham muito bem para planeta e humanidade. A poluição do ar mata anualmente 7 milhões de pessoas no mundo todo, segundo um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado no ano passado. Nove em cada dez indivíduos inalam cronicamente partículas com elevados teores de poluentes que penetram nos pulmões e no sistema cardiovascular, ocasionando problemas nas vias aéreas, como infecções respiratórias e a doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de pulmão, doenças do coração e acidente vascular cerebral. O relatório aponta ainda que, além da poluição ambiental, causada sobretudo pela queima de combustíveis por veículos automotores, por usinas termelétricas e por indústrias em geral, a poluição interna também contribui para a ocorrência dessas mortes. Ao redor do mundo, mais de 3 bilhões de pessoas – em especial, mulheres e crianças de países mais pobres – ficam expostos à fumaça proveniente do uso de carvão e da madeira para cozinhar, assim como do emprego de querosene para aquecer os ambientes. Tudo porque não têm acesso nem à eletricidade nem a soluções limpas de cozinha. Infelizmente não temos uma nave nos esperando. A solução, de acordo com a OMS, está no desenvolvimento de tecnologias não poluentes para moradias, indústrias e meios de transporte, no estímulo à construção de residências energeticamente mais eficazes e na melhoria do planejamento urbano, o que inclui, por exemplo, apostar em mais áreas verdes. Parece perfeito, mas tudo isso exige a criação de políticas públicas, além de muito investimento. Levará tempo, portanto. O cidadão comum pouco consegue interferir nesses macroproblemas, mas, por outro lado, pode cobrar iniciativas dos governantes e, claro, procurar não agravar a situação do planeta com seu estilo de vida e hábitos de consumo. Aqui, no Brasil, segundo um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo, carros, ônibus e motocicletas respondem por 60% da poluição nas grandes cidades – com exceção daquelas que são polos industriais, nas quais as fábricas lideram o ranking de poluidores –, seguidos pelo lixo, que participa com 25%, e pelos poluentes emitidos pela indústria, que ficam com os 15% restantes. Esses números sinalizam, de modo prático, que existe espaço para a contribuição individual no sentido de melhorar a qualidade do ar e do ambiente como um todo. Comece agora mesmo.   O que fazer para reduzir a poluição? Menos lixo Aproveite bem todos os alimentos. Além de poderem entrar em diferentes receitas, talos, folhas, sementes e cascas, por exemplo, têm alto valor nutritivo. Só coloque no prato o que vai comer e não encha demais a geladeira com produtos perecíveis. Você não vai dar conta de prepará-los e os alimentos acabarão no lixo. Separe os resíduos orgânicos dos recicláveis e dê a estes uma finalidade. Em condomínios, há empresas que compram o material que pode ser reciclado, desde que esteja separado e limpo. Consuma menos, de modo geral. Reforme roupas e acessórios antigos e procure não comprar itens de que não precisa ou fazer compras por impulso. Prefira produtos de consumo que contenham menos embalagens ou que estejam embalados em recipientes que possam ser reaproveitados. Ao fazer supermercado, leve uma sacola ecológica ou um carrinho de feira Cuide do destino de móveis ou eletrodomésticos que queira descartar, os quais sempre podem ser consertados ou reformados para que sirvam a outras pessoas. Lembre-se de que o serviço de coleta de lixo não recolhe itens grandes. Descarte pilhas, baterias e medicamentos em locais próprios para recolher esses itens, que podem contaminar de forma importante o solo e lençóis freáticos.   Menos energia Evite usar muitos eletrodomésticos nos horários de pico de consumo de energia. Aproveite a iluminação natural, evitando acender luzes durante o dia. Não sobrecarregue tomadas com vários plugues ligados ao mesmo tempo. Além de gastar mais energia, isso ainda pode causar um curto-circuito. Tire da tomada os aparelhos que não estejam em uso. Prefira lâmpadas fluorescentes, que utilizam até cinco vezes menos energia. Verifique sempre se a porta da geladeira está bem vedada e não sobrecarregue as prateleiras. Junte roupas para lavar em uma única vez, conforme a capacidade da máquina, e ligue o ferro de passar também numa só oportunidade. Tome banhos rápidos e desligue o chuveiro para se ensaboar. Cozinhe mais com a panela de pressão, que abrevia o tempo do preparo e utiliza muito menos gás. Menos poluentes Deixe o carro na garagem tanto quanto for possível. Para pequenas distâncias, caminhe ou pedale, mesmo porque essa mudança só traz saúde para seu corpo. Caso não consiga utilizar transporte coletivo, qualquer que seja o motivo, experimente montar um sistema de carona solidária. A cada dia, um colega de trabalho faz as vezes de motorista de três ou quatro pessoas. Plante árvores e cultive plantas ornamentais, temperos, etc. No condomínio ou dentro de casa, esses aliados naturais melhoram a qualidade do ar.  

29/04/2019
Comportamento

Cuidados com o sono das crianças

Os estímulos da vida moderna estão roubando nossas horas de descanso e também as das crianças. Se, há pouco menos de duas décadas, o sono competia com as atrações da tevê, com o surgimento dos canais com programação exclusiva infantil, agora há sempre uma tela à mão dos pequenos, com inúmeras possibilidades de entretenimento e interação. Some-se a isso o estilo de vida atual. Os pais trabalham até tarde e, quando retornam ao lar, querem compensar o tempo longe dos filhos. O fato é que o dia começa cedo e termina muito tarde para as famílias. Essa rotina tem um preço alto para as crianças. Os especialistas são unânimes em afirmar que a ausência de um sono reparador está associada ao desenvolvimento de problemas de saúde e de comportamento, incluindo baixo rendimento na escola e dificuldades de aprendizado, obesidade infantil, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, queda na imunidade, variações de humor e até depressão. Mas como evitar que a casa se transforme num verdadeiro palco de atrações à noite e a hora de dormir vire uma queda de braço? Diante das tentativas dos pais, a criançada reluta, qualquer que seja a idade. Um não termina a lição sem a ajuda materna; outro não desliga o celular mesmo quando está na cama; o mais novo esperneia ante a possibilidade de ficar sozinho no berço e, algumas horas de protesto depois, vai para a cama dos pais. O segredo para melhorar a quantidade e a qualidade do sono das crianças é apostar desde cedo na chamada higiene do sono, um conjunto de medidas comportamentais e ambientais que ajuda a proporcionar horas bem-dormidas. O processo já deve começar logo na segunda semana de vida do bebê, dizem os especialistas, a fim de prevenir problemas com o travesseiro mais tarde. O melhor é que os adultos insones também podem pôr essa estratégia em prática. Comece hoje mesmo e mantenha o pediatra informado dos resultados.   Higiene do sono: dicas para a criança dormir melhor   Determine um horário para a criança ir para a cama e siga essa rotina mesmo aos fins de semana, com uma variação máxima de 30 minutos.   Estabeleça também um horário para desligar todos os eletrônicos pelo menos 30 minutos antes da hora de dormir. Cuidado para não trocar os aparelhos por brincadeiras muito estimulantes.   Crie um ritual pré-soninho, que já ajuda a criança a entender que chegou a hora de diminuir o ritmo. Tomar banho, escovar os dentes, colocar o pijama e contar história, por exemplo.   Torne o ambiente propício ao descanso. Apague a luz principal do quarto, acenda o abajur e mantenha uma temperatura aconchegante, quentinho quando está frio e fresquinho quando está calor. A casa não precisa ficar em modo silencioso, mas vale baixar os volumes.   Não deixe a criança adormecer em qualquer lugar. Leve-a acordada ao quarto para que ela entenda que tem um cantinho seu só para isso. Assim, se despertar durante a noite, vai pegar no sono sozinha com mais segurança.   Não prolongue o sono da tarde daqueles que ainda fazem a sesta e, durante a noite, não acorde a criança para mamar, a não ser que ela seja muito pequena ou que o pediatra tenha feito essa recomendação.

15/04/2019
Comportamento

Criança e cachorro: benefícios da convivência com o pet

Qual seria o melhor presente para uma criança? Algo capaz de deixá-la entretida por dias a fio, proporcionar-lhe lições de afeto inesquecíveis, fazê-la se movimentar, desenvolver seu senso de responsabilidade... E que tenha também um impacto positivo sobre sua saúde. Definitivamente não é um joguinho novo nem um smartphone, tampouco uma boneca que interage. Mas o que pensar de um presente que sente fome, sede e sono, que é fiel a toda prova e, ainda por cima, adora uma bagunça? Segundo os especialistas em comportamento, o contato das crianças com animais de estimação – não só com os cães, vale sublinhar – contribui muito para seu desenvolvimento social, uma vez que permite que elas aprendam a expressar a afetividade e a lidar com regras de convívio. Mesmo as menores rapidamente percebem que não devem interferir quando o pet está comendo e que têm de respeitar o tempo do bicho quando ele está esgotado, precisa descansar e não quer mais brincar. Existem também diversas evidências do benefício dessa convivência para a saúde física das crianças. Embora haja associação entre animais e alergias na infância, pesquisas comprovam que, se o pequeno desde cedo for exposto a um bicho de estimação, terá menos chance de desenvolver não somente reações alérgicas a pelos, como também a pólen, poeira e outros alérgenos inaláveis. Um estudo americano recente, publicado num importante jornal de Pediatria, o JAMA Pediatrics, observou uma queda de 13% no desenvolvimento de asma em crianças que conviveram com cachorros no primeiro ano de vida. A presença do animal na casa também melhora a imunidade do organismo infantil, diminuindo a incidência de resfriados, assim como de dores de cabeça e problemas gástricos, de acordo com os especialistas. Os estudos disponíveis mostram que o contato com o pet faz aumentar os níveis de imunoglobulina A, um anticorpo presente nas mucosas que evita a proliferação de vírus e bactérias. Outros trabalhos científicos constataram que crianças doentes se recuperam mais rápido quando têm contato com um cãozinho, gatinho ou afim. Não por acaso, atualmente várias equipes de voluntários em todo o mundo visitam hospitais pediátricos acompanhadas de “cães-terapeutas”, com ótimos resultados. Cachorro em casa: as responsabilidades Tudo parece fazer muito sentido, mas, pensando igualmente no bem-estar do bicho, algumas ponderações de ordem prática devem ser feitas. O animal vive por volta de 13 a 18 anos e, durante esse período, demanda muita atenção dos donos. Precisa tomar banho periodicamente, ser vermifugado e vacinado – para a própria segurança das crianças –, ter comida e água fresca à disposição, passear com regularidade e ficar num local seguro quando a família viaja. Para que a criança cresça feliz com esse companheiro, os pais devem se perguntar, antes de tudo, se conseguem dar conta de tais cuidados. Por mais que estejam dispostos a dividir algumas responsabilidades com os filhos – como trocar a água, dar comida, escovar os pelos, etc. –, são os adultos que ficam com grande parte das atribuições nas mãos. Pense sobre essas questões práticas e converse com o pediatra a esse respeito.  

08/04/2019
Comportamento

Anabolizantes: consequências e riscos à saúde

A musculação é hoje a segunda atividade física mais praticada no Brasil, segundo pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde. De fato, essa modalidade tem indicação para jovens, adultos e idosos, uma vez que promove uma melhora da força, da circulação e do equilíbrio. Como os músculos consomem muita energia, a prática de exercícios resistidos ainda leva a um gasto calórico e, para completar, resulta num aumento da massa muscular, também chamada de massa magra. De olho nesse último benefício, muitos homens não se contentam com os resultados obtidos com o treinamento e recorrem a esteroides anabolizantes, que são os mais comuns, assim como ao hormônio do crescimento. Para ter uma ideia da frequência desse uso, um em cada 16 estudantes já utilizou tais substâncias, de acordo com levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Feitos a partir do hormônio testosterona, os esteroides causam, sim, hipertrofia muscular, mas trazem uma série de efeitos paradoxais, ou seja, contrários ao que se esperaria de um hormônio masculino, como crescimento das mamas, redução dos testículos, disfunção erétil e diminuição dos espermatozoides. Isso ocorre porque, quando recebe muita testosterona artificial, o organismo a transforma em estrogênio, um hormônio feminino, por meio de um processo denominado aromatização, capitaneado por uma enzima. O excesso desse tipo anabolizante também bloqueia a secreção de dois hormônios que estimulam os testículos a produzirem espermatozoides e testosterona natural. Os efeitos, porém, não se restringem aos sistemas reprodutivo e endócrino, mas se espalham pelo organismo. Os esteroides ainda provocam acne importante, calvície e problemas no fígado, inclusive tumores, assim como efeitos que favorecem doenças cardiovasculares, como aumento da pressão arterial, elevação do colesterol, retenção de líquido no organismo e formação de coágulos, sem contar ainda as alterações de comportamento, a exemplo de agressividade e alucinações. Já os anabolizantes à base de hormônio do crescimento (GH) sintético, também conhecidos como somatropina, produzem aumento da massa magra e queima de gordura, mas igualmente à custa de riscos relevantes. Na prática, seus efeitos vão desde o surgimento do diabetes do tipo 2 e de reações alérgicas graves até o desenvolvimento de tumores malignos, alertam os especialistas. Uso clínico dos anabolizantes É importante salientar que a testosterona sintética tem uso clínico, mas em condições muito particulares. Entre elas, destacam-se os casos de deficiência do hormônio masculino, de desnutrição grave que causa emagrecimento muito rápido e no pós-operatório de grandes cirurgias que provocam desgaste físico, entre outras (poucas) situações. O GH, por sua vez, só é empregado em pacientes com deficiência na produção desse hormônio na infância e em determinadas síndromes genéticas em que podem promover um melhor crescimento para as crianças. Para a finalidade de hipertrofia muscular, vale o grifo, os médicos não prescrevem esteroides nem GH. É possível, no entanto, associar ao treinamento a ingestão de suplementos alimentares, que estimulam os músculos sem acarretar prejuízos ao organismo, desde que usados corretamente, ou mesmo seguir uma dieta com alimentos que comprovadamente ajudam a formar massa magra. Converse com um médico ou com um nutricionista e descubra o que fazer para atingir seus objetivos nos treinos de musculação.   Fontes:Sociedade Brasileira de Endocrinologia e MetabologiaMinistério da SaúdeEndocrinologistasMédicos do esporte